Saturday, January 19, 2013

:: SERVIDOR Público x FUNCIONÁRIO Público ::

OK, jovens fãs deste blog, depois de algumas atividades domésticas ali no pátio e lavar a louça do café da manhã (atrasou por causa do pátio), aqui estou eu, dando uma descansada (pois ficar no sol está cruel). Então, lembrei que eu falei (no Facebook) em postar alguma coisa sobre o que vem me incomodando quanto à servidores/funcionários públicos. Let's go!

Antes que alguém da referida classe venha me jogar pedra e dizer que estou escrevendo isso por inveja e o escambal, informo-lhes que também sou SERVIDOR público.

"Por que tu colocaste Servidor x Funcionário no título do post? É tudo a mesma coisa..." Sim, "portuguesalmente" falando dá no mesmo. Porém EU (e alguns amigos) fazemos a seguinte distinção:


  • Servidor público - pessoa que TRABALHA no serviço público, que cumpre suas funções, atende bem seus "clientes", etc e tal
  • Funcionário público - pessoa que ACOXAMBRA no serviço público, que não cumpre as suas funções como devido, que na grande maioria das vezes chega atrasado, não cumpre o horário, atende mal os seus "clientes", etc e tal.
Deu pra sentir a difernça entre os dois? Um trabalha, o outro vagabundeia.

"Ah, mas isso está errado. As duas palavras significam a mesma coisa..."

Vá tomar no olho da goiaba! Se a imprensa lixo pode usar o nome "hacker" para se referir a criminosos digitais (o correto seria cracker), então eu posso sim fazer essa distinção. Nâo gostou? Sai do meu blog e vai assistir video do BBB no site da Globo.

Back to the topic...

Como há algum tempo eu tenho contato com ambas as classes (desde antes de me tornar um SERVIDOR público), então creio que posso falar com embasamento.

O que muito me incomoda é a criatura entrar pro serviço público (quando entram todos são nêutros, veja bem) e, assim que possível, começar a vagabundear. Mas com certeza é um dos primeiros a encher os pulmões de ar pra reclamar que no governo há um bando de corruptos, ladrões e vagabundos. "Aham, Cláudia, senta lá!"

Agora digam-me, que moral uma pessoa dessas tem pra reclamar dos políticos, visto que não se comporta muito diferente deles? "Ah, mas eu não estou desviando verba, roubando dinheiro da merenda..." Ah é? E que tal se tu não estivesses no serviço público, deixando a vaga para quem realmente quer trabalhar e fazer algo que preste por este país? Pois é, mas largar o peitinho nenê não quer, né?

E ainda há aqueles que são lotados/designados para trabalhar na cidade X. Aí passam o dia todo resmungando e choramingando porque não gostam da cidade, porque a vida é uma droga, que é tudo muito chato, que não vê a hora de chegar o final de semana pra poder voltar pra casa (cidade natal), bla bla bla. Bom, pra esses eu tenho uma informação que talvez não lhes tenha sido dada quando chegaram em suas instituições. Vocês têm as seguintes opções:

  1. Pára de reclamar, "imundicia", faz o teu serviço e enquanto isso vai estudando pra um concurso que seja "mais a tua cara", que a vaga seja na cidade dos teus sonhos, ou perto da saia da mamãe.
  2. Pára de reclamar e tenta conseguir uma redistribuição para alguma instituição que fique na cidade dos teus sonhos, ou mais perto da barra da saia da mamãe
  3. Pára de reclamar E PEDE PRA SER EXONERADO. (essa pra mim é a melhor opção)
OK, tu não sabias onde ou exatamente com o que irias trabalhar? Bom, as opções estão logo acima. Como é? A opção #3 está fora de cogitação? Pois é né, largar a teta nenê não quer né? E ainda tem a cara de pau de se achar no direito de reclamar dos políticos? Uma vez mais... "Aham, Cláudia, senta lá!"

Sem falar que MUITOS desses FUNCIONÁRIOS públicos são perniciosos para a instituição. Não apenas  estão ocupando a vaga de alguém que poderia estar realmente trabalhando como se deve; dando conta das demandas que o setor/instituição tem; atendendo bem o público (lembram que desempenhamos um papel que é o de servir ao público e não aos nossos interesses?); Além disso tudo, ainda acabam contaminando os colegas. Não todos, mas alguns são contaminados por essa falta de ética, vergonha na cara, moral, etc. O servidor A olha pro lado e só vê o funcionário B vadiando, chegando atrasado, não cumprindo horário, etc. O servidor A trabalha direitinho, cumpre suas funções, tudo como manda o figurino. No final do mês? Ué, no final do mês tanto A quanto B vão receber os mesmos salários (digamos que estão no mesmo cargo e função, etc). Infelizmente, em vários casos, o servidor A acaba pensando "Puta que pariu! Pra que eu vou chegar e sair no horário certo, dar o máximo de mim pra realizar minhas tarefas e resolver as demandas, se esse filho da puta aqui do meu lado não faz bosta nenhuma e ganha a mesma coisa?" Pronto, o funcionário B, querendo ou não, conseguiu contaminar o servidor A que, agora, virou o FUNCIONÁRIO A.

Vejo esse tipo de coisa diariamente na instituição onde trabalho. E se não vejo tudo o que ocorre (é, infelizmente não sou um Deus onisciente), acabo sabendo de casos assim em outras unidades e até mesmo de outras instituições.

Se tu, em algum momento da leitura deste texto pensaste "Mas esse Kenjiro é trouxa mesmo..." Meus pêsames! Tu és/tendes a ser/ou virás a ser um FUNCIONÁRIO PÚBLICO, nunca um SERVIDOR PÚBLICO.

E alguém vai, com todo o direito e razão, dizer "Aham, quer dizer que tu nunca chegas atrasado, nunca sai antes do horário, etc?" Não, não sou mentiroso. Sim, já cheguei atrasado, já saí antes da hora, já tive que faltar ao trabalho, etc. "Ah, tu não tens moral pra escrever isto tudo então." Pois é, eu assumi tudo aquilo, mas faltou eu dizer que se dia X eu cheguei tarde, no mesmo dia (ou no dia seguinte), trabalhei o tempo suficiente para compensar o atraso. Se saí mais cedo, compensei no dia seguinte. Se precisei faltar, avisei meu superior imediato, preenchi o devido formulário já indicando em quais dias eu iria recuperar as horas que não trabalhei. Sem falar nas várias horas que eu tenho acumuladas por ficar depois do horário dando conta das demandas que a gente tem no meu setor, ou emergẽncias que surgiram, etc. Então sim, criançada, acredito que tenho "envergadura moral" (como diziam os caras da MTV) pra escrever isto aqui.

Quanto aos que vivem reclamando que a cidade onde estão lotados é ruim, bom... desde o momento em que foram informados onde iriam trabalhar, vocês podiam ter dito "bom, desculpe, não me interessa". Prefere trabalhar/morar numa cidade maior? Pois é, tem aquelas opções ali acima. Ah é ruim ficar longe da família? Seguinte, vê se cresce. A infância já passou, adolescência também. Tua família não vai viver pra sempre, tu também não. Então vai te acostumando com o fato de que cedo ou tarde vocês irão se separar.

Bom, quer saber? Depois eu escrevo mais (ou não). Tudo vai depender do meu ânimo, talvez do feeback do pessoal que ler isto aqui; da temperatura do ambiente; de eu estar sem sono (fiquei jogando BF3 até às 3 da matina com meus amigos)... Então é isso. Deixem comentários aqui no blog, ou comentem lá no facebook (quem tiver acesso ao meu perfil) ou via twitter mesmo.

LOGOUT!

3 comments:

Anonymous said...

Concordo plenamente contigo, só acredito que em relação a vagabundagem a chefia imediata tem uma parcela de culpa muito grande. Já quanto aqueles que assuem cargo em cidade não desejada e não vestem o a camiseta, e sim fazem de tudo para ser redistribuídos, não passam de moleques sem caráter.

Outra coisa em relação a vagabundagem: ponto eletrônico é amigo do servidor nesse sentido.

[ ]'s
Tarcisio

Kenjiro said...

É verdade, o ponto eletrônico ajuda muito.... NAS INSTITUIÇÕES QUE TÊM. A nossa ainda não tem.

Chefia imediata? Hmmmm é... mas quando o chefe quer dar uma advertência (ou coisa pior) e o setor de RH diz pra ele que não vale a pena, que é muito trabalho.... e aí, como fica? Foda isso né

Rogerio Cresseri said...

Concordo contigo e a meu ver tudo se resume em duas palavra, COMPROMETIMENTO e DISPOSIÇÃO. Comprometimento do "funcionário" em buscar ser servidor (botei entre aspas por que é o termo que estamos usando aqui para distinguir de SERVIDOR, pelo que me parece os servidores públicos que são regidos pela CLT tem o nome legal de FUNCIONÁRIOS Públicos), comprometimento do Chefe em buscar repreender o cara que está vagabundeando, comprometimento do RH em fazer cumprir a legislação e penalizar, etc...

Mas pelo que vejo o problema é que apenas comprometimento não é suficiente e ai entra a segunda palavra. Junto com ele vem a DISPOSIÇÃO e que parece que sempre falta em um lugar ou outro dos processos de punição. E ai também cabe tua colocação do texto anterior, muita gente só quer ficar no peitinho e não quer arcar com os malefícios da função que ocupa.

O "funcionário" não quer arcar com os "malefícios" do compromisso em cumprir suas obrigações, o chefe muitas vezes não quer arcar com os "malefícios" de ter que se indispor com o "funcionário" ao repreendê-lo, o RH não quer arcar com os malefícios de abrir processos e punir o cara que está se jogando nas cordas, etc...

Realmente fica cada vez mais difícil ter amor à camiseta pois de certa forma o que acontece é que "funcionários" acabam sendo recompensados com os privilégios de não cumprir suas obrigações e ter o mesmo "salariozinho" no fim do mês. Bem como te referiste sobre a contaminação.

Bom, como dizia um antigo colega meu: "Não me bota pilha, não me bota pilha..." HAHAHAHAHAHAHA